domingo, 31 de maio de 2009
Relatório final
Gostei muito desde trabalho. Acho que consegui finalmente neste 3º período obedecer aos parâmetros pedidos, tornando o trabalho mais pessoal, aumentando as entradas semanais e pondo mais reflexão pessoal. Espero que isto se venha a repetir com as turmas dos próximos anos e quem sabe mantenha o meu blogue activo para ir deixando as minhas reflexões.
domingo, 24 de maio de 2009
Curiosidades
Ana
- Antiga medida usada em vários países europeus e adoptada também em Portugal para avaliar o comprimento dos tecidos.
Aná
- moeda indiana pertencente ao sistema monetário muçulmano e equivalente a décima sexta parte da rupia.
in Grande Dicionário da Língua Portuguesa
- Antiga medida usada em vários países europeus e adoptada também em Portugal para avaliar o comprimento dos tecidos.
Aná
- moeda indiana pertencente ao sistema monetário muçulmano e equivalente a décima sexta parte da rupia.
in Grande Dicionário da Língua Portuguesa
Brincando um pouco
A vida é feita de prolepses e analepses. Porque não?
Pensando bem…os sonhos, as lembranças, memórias levam-nos ao passado, e também sonhos, premonições ou apenas o quotidiano leva-nos a prever o futuro. Por exemplo e minha irmã disse-me, antes de entrar em casa “A mãe vai dizer – meninas já vos ia ligar” abrimos a porta e o que a mãe disse? Meninas, já vos ia ligar. Aí está uma analepse.
O tempo é um harmónio. Porque não?
Agora repara…quando estas a ter aquelas aulas chatas que os olhos se fecham sozinhos o tempo passa devagar (imagina um harmónio a abrir devagar) parece que não tem fim e quando adoras estar (imagina o harmónio fechar tão rápido quase de maneira bruta).
Por isso temos de:
Fazer de cada palavra um tesouro
Pensando bem…os sonhos, as lembranças, memórias levam-nos ao passado, e também sonhos, premonições ou apenas o quotidiano leva-nos a prever o futuro. Por exemplo e minha irmã disse-me, antes de entrar em casa “A mãe vai dizer – meninas já vos ia ligar” abrimos a porta e o que a mãe disse? Meninas, já vos ia ligar. Aí está uma analepse.
O tempo é um harmónio. Porque não?
Agora repara…quando estas a ter aquelas aulas chatas que os olhos se fecham sozinhos o tempo passa devagar (imagina um harmónio a abrir devagar) parece que não tem fim e quando adoras estar (imagina o harmónio fechar tão rápido quase de maneira bruta).
Por isso temos de:
Fazer de cada palavra um tesouro
Consciência

Que cansaço Cala-te Ana faltam duas semanas tem paciência Ai não da por mim as aulas acabavam já já Já já estas a brincar e exames e prova de aptidão artística para não falar que as ultimas semanas são as mais difíceis e qualquer coisa tens os pais em cima a dizer podias ter feito melhor Isso chama-se falta de paciência pensa que já faltou mais Faltou mais mas ainda falta Teimosa Ana teimosa sabes que quando esforças ate te sentes melhor Pois e verdade mas não invalida o cansaço que ando Ai Ana quero-te ver mais velha a fazer tudo isso mas também com filhos para cuidar Ate lá ainda falta alem disso em jovens e que pudemos fazer as asneiras então eu como irmã mais nova já me aproveitei muito disso Esperta Eu sei Mas não te distraias pega nesse rabo que esta a ficar pesado e vai estudar tens tempo para descansar depois Ora depois depois ate lá fogo devias haver botões zzzzzz passava o tempo para a frente rápido Mas não há não é Pois é e também não tinha paciência para inventar Ai preguiça deixa a mãe apanhar-te aqui deitada na cama a ouvir musica em vez de estudar e vais ver Por falar nisso lá vem ela:
- Anicaaa!- ouço gritar a minha mãe
Ai Ana corre para os livros Corro pois
A mãe entra no quarto – Anica não estas a estudar? Não estudas nem penses pedir para sair no fim-de-semana! Nem quero desculpas, dentro de cinco minutos venho cá, senão estiveres a estudar já sabes, não há fim-de-semana! – e saiu desabafando sozinha – Ai esta miúda!
Vês Ana vá vamos lá Pois é não sair ao fim-de-semana e que esta fora de questão Fuuuuuu ora bem Memorial do Convento vamos lá
Leituras
"Disse para comigo que era assim que somos ceifados e dispostos em feixes; ficando deitados lado a lado nos prados húmidos - ramos murchos e hastes em flor. Deixamos de ter necessidade de nos expor ao vento e à neve; de carregar nos ombros o fardo que nos compete; ou de permanecer calados nos dias de Inverno, quando as aves se encostam ao tronco e a humidade cobre as folhas de branco. Somos cortados; caímos. Tornamo-nos parte daquele universo oculte que dorme quando estamos ocupados e vai ao rubro quando dormimos." Virginia Woolf - The Waves
Esta aqui uma citação do livro que irei começar a ler de Virginia Woolf - The Waves. Decidi por esta citação porque ao folhear lembrou-me o livro "O Aniversario" lido na aula no qual temos acesso directo aos pensamentos das personagens.
Esta aqui uma citação do livro que irei começar a ler de Virginia Woolf - The Waves. Decidi por esta citação porque ao folhear lembrou-me o livro "O Aniversario" lido na aula no qual temos acesso directo aos pensamentos das personagens.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Duvidas
Que garantias tenho que não ira mudar?
Uma vez já mudou!
Já passei por isto tudo
Porque me deixo passar de novo?
Tem coisas boas
Mas vale a pena passar por tantas más para as ter?
Estou farta de dúvidas,
Quero apenas viver.
Uma vez já mudou!
Já passei por isto tudo
Porque me deixo passar de novo?
Tem coisas boas
Mas vale a pena passar por tantas más para as ter?
Estou farta de dúvidas,
Quero apenas viver.
Saudade
Saudade que nos faz esperar,
Ansiar um regresso.
Distancia que não nos faz esquecer
Mas temer uma mudança.
Quando fores embora
Ficarei a tua espera
Mas nem sempre será assim.
Um dia deixarei de pensar em ti
E pensarei em mim.
Ansiar um regresso.
Distancia que não nos faz esquecer
Mas temer uma mudança.
Quando fores embora
Ficarei a tua espera
Mas nem sempre será assim.
Um dia deixarei de pensar em ti
E pensarei em mim.
"O Aniversário"
Foi lido um excerto do livro “O Aniversário” da professora de Língua Portuguesa que conta o dia de aniversario de Sílvia, ela decide passar o dia sozinha ate que lhe entre um vagabundo em casa. Neste livro os pensamentos de Sílvia e do vagabundo aparecem uns a seguir aos outros dificultando a distinção de quem se trata. Isto fez-me lembrar Saramago que coloca as falas das personagens apenas com maiúscula e mantém diálogos sempre assim. Quanto ao livro, para mim, era impensável passar o meu aniversário sozinha muito menos reagir com calma quando me apercebesse que tinha um vagabundo em casa.
terça-feira, 12 de maio de 2009
Relatório intermédio
Desde o inicio até agora mudei radicalmente de opinião quanto ao blogue. Comecei por não perceber o que era pedido e as entradas baseavam-se em pesquisas e curiosidades sobre a matéria dada, com o tempo tornou-se algo mais pessoal, serve até para estudar visto que se baseia nas obras estudadas. Embora nunca tenha feito um relatório intermédio, ou seja, nunca escrevi a minha opinião sobre o blogue apercebi-me, a pouco tempo, que isto tornou-se mais que um trabalho, é também um sítio onde ponho curiosidades, opiniões e estudo. Tenho noção que tem pouco texto pessoal mas no geral estou satisfeita com o blogue.
Ornamentação ou (des)ornamentação?
Confusão, confusão, acelera, quase pára e volta, acelera de novo, mistura, mistura, ora entra voz fina ora entra grave, entra pelos ouvidos cantado em contra tenor, falam italiano. Entram instrumentos, ora um ora outro, agora tudo ao mesmo tempo, um por cima do outro, imprevistos, imprevistos, por fim e melodioso e agradável.
Escreve, escreve sem pausas, a personagem começa a falar mal aparece a maiúscula e rompesse os cânones. Fala, fala, contamos histórias, ironiza, ironiza, analepse, prolepse e repete. Critica, critica, dá valor a quem o mereceu.
Escreve, escreve sem pausas, a personagem começa a falar mal aparece a maiúscula e rompesse os cânones. Fala, fala, contamos histórias, ironiza, ironiza, analepse, prolepse e repete. Critica, critica, dá valor a quem o mereceu.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Memorial
Memorial - monumento comemorativo, Mafra comemora uma promessa o testemunha uma fé religiosa, homenageando o romance principalmente o trabalho dos operários e artistas que o construíram, em contraponto aos interesses mesquinhos e egoístas dos que decidiram a edificação. No Memorial do Convento de Saramago assistimos ao desvairo megalómano do rei e ao imenso sofrimento do povo.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Blimunda e Baltazar
(excerto de Memorial do Convento)
"Por uma hora ficaram os dois sentados, sem falar. Apenas uma vez Baltasar se levantou para pôr alguma lenha na fogueira que esmorecia, e uma vez Blimunda espevitou o morrão da candeia que estava comendo a luz e então, sendo tanta a claridade, pôde Sete-Sóis dizer, Por que foi que perguntaste o meu nome, e Blimunda respondeu, Porque minha mãe o quis saber e queria que eu o soubesse, Como sabes, se com ela não pudeste falar, Sei que sei, não sei como sei, não faças perguntas a que não posso responder, faze como fizeste, vieste e não perguntaste porquê, E agora, Se não tens onde viver melhor, fica aqui, Hei-de ir para Mafra, tenho lá família, Mulher, Pais e uma irmã, Fica, enquanto não fores, será sempre tempo de partires, Por que queres tu que eu fique, Porque é preciso, Não é razão que me convença, Se não quiseres ficar, vai-te embora, não te posso obrigar, Não tenho forças que me levem daqui, deitaste-me um encanto, Não deitei tal, não disse uma palavra, não te toquei, Olhaste-me por dentro, Juro que nunca te olharei por dentro, Juras que não o farás e já o fizeste, Não sabes de que estás a falar, não te olhei por dentro, Se eu ficar, onde durmo, Comigo."
"Por uma hora ficaram os dois sentados, sem falar. Apenas uma vez Baltasar se levantou para pôr alguma lenha na fogueira que esmorecia, e uma vez Blimunda espevitou o morrão da candeia que estava comendo a luz e então, sendo tanta a claridade, pôde Sete-Sóis dizer, Por que foi que perguntaste o meu nome, e Blimunda respondeu, Porque minha mãe o quis saber e queria que eu o soubesse, Como sabes, se com ela não pudeste falar, Sei que sei, não sei como sei, não faças perguntas a que não posso responder, faze como fizeste, vieste e não perguntaste porquê, E agora, Se não tens onde viver melhor, fica aqui, Hei-de ir para Mafra, tenho lá família, Mulher, Pais e uma irmã, Fica, enquanto não fores, será sempre tempo de partires, Por que queres tu que eu fique, Porque é preciso, Não é razão que me convença, Se não quiseres ficar, vai-te embora, não te posso obrigar, Não tenho forças que me levem daqui, deitaste-me um encanto, Não deitei tal, não disse uma palavra, não te toquei, Olhaste-me por dentro, Juro que nunca te olharei por dentro, Juras que não o farás e já o fizeste, Não sabes de que estás a falar, não te olhei por dentro, Se eu ficar, onde durmo, Comigo."
Saramago
Significado de Saramago retirado do dicionário Priberam de Língua Portuguesa
Saramago
s. m.
1. Bot. Planta crucífera comestível, vulgar em quase todo o país e que cresce sem cultura.
2. Bras. Gracioso de comédia.
3. Personagem burlesco de farsas.
Saramago
s. m.
1. Bot. Planta crucífera comestível, vulgar em quase todo o país e que cresce sem cultura.
2. Bras. Gracioso de comédia.
3. Personagem burlesco de farsas.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Exposiçao Saramago - fotografia
Entre as palavras
Prémio Nobel de Literatura
Estas fotografias foram as seleccionadas da minha passagem pela exposição “A consistência dos sonhos” de Saramago realizada entre Abril e Junho de 2008. A sua vasta obra, os seus avós que são os seus grandes heróis e o seu orgulho e a recepção do Prémio Nobel.
terça-feira, 14 de abril de 2009
Terra de Saramago
Saramago nasceu na província do Ribatejo, no dia 16 de novembro, actualmente vive em Lanzarote, nas Ilhas Canárias.
terça-feira, 24 de março de 2009
Terra por Fernando Pessoa
Não tenho ambições nem desejos.
ser poeta não é uma ambição minha.
É a minha maneira de estar sózinho.
...
Ou quando uma nuvem passa a mão por cima da luz
E corre um silêncio pela erva fora.
...
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem sabe o que é amar.
...
Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver do Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer,
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...
...
A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as coisas.
Aponta-me todas as coisas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar para elas.
ser poeta não é uma ambição minha.
É a minha maneira de estar sózinho.
...
Ou quando uma nuvem passa a mão por cima da luz
E corre um silêncio pela erva fora.
...
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem sabe o que é amar.
...
Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver do Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer,
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...
...
A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as coisas.
Aponta-me todas as coisas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar para elas.
Terra da peça "Felizmente há Luar"
"Felizmente há luar" passa-se em Lisboa durante a revolução Francesa de 1789 e invasões napoleónicas levam Portugal à indecisão entre os aliados e os franceses. Para evitar a rendição, D. João V foge para o Brasil. Depois da 1ª invasão, a corte pede a Inglaterra, um oficial para reorganizar o exército: General Beresford
Terra de escritores
Lisboa era a terra de Luís de Sttau Monteiro e de Fernando Pessoa.
Luís de Sttau Monteiro viveu também em Londres
e Fernando Pessoa na Africa do sul.
Luís de Sttau Monteiro viveu também em Londres
e Fernando Pessoa na Africa do sul.
Subscrever:
Comentários (Atom)